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    Amaí-vos

                                           

    Amai-vos...

    Amai-vos um ao outro,
    mas não façais do amor um grilhão.
    Que haja, antes, um mar ondulante
    entre as praias de vossa alma.
    Enchei a taça um do outro,
    mas não bebais da mesma taça.
    Dai do vosso pão um ao outro,
    mas não comais do mesmo pedaço.
    Cantai e dançai juntos,
    e sede alegres,
    mas deixai
    cada um de vós estar sozinho.
    Assim como as cordas da lira
    são separadas e,

    no entanto,
    vibram na mesma harmonia.
    Dai vosso coração,
    mas não o confieis à guarda um do outro.
    Pois somente a mão da Vida
    pode conter vosso coração.
    E vivei juntos,
    mas não vos aconchegueis demasiadamente.
    Pois as colunas do templo
    erguem-se separadamente.
    E o carvalho e o cipreste
    não crescem à sombra um do outro.


    Gibran Kahlil 

    E viva los hermanos!

    Um Americano, um argentino e um brasileiro estavam bebendo na Praça da Paz Celestial. Só que na China isso é proibido e eles foram pegos em flagrante. Presos , foram mandados ao Juiz pra receberem sua sentença.
    O  Juiz deu uma bronca enorme e disse que cada um ia receber 20 chicotadas como punição. Só que estavam em transição entre o ano do cão e o do rato, então cada prisioneiro tinha direito à um pedido:
    - Você americano ! Seu país é racista, capitalista e eu odeio vocês, mas promessa é promessa! Qual o seu desejo, desde que seja não escapar da punição?

    - Quero que amarrem 1 travesseiro nas minhas costas!
    - Que assim seja!
    E tome as chicotadas com o travesseiro nas costas. Lá pela décima chicotada o travesseiro cedeu e o americano levou 10 chicotadas das 20 prometidas.
    - Sua vez argentino! Seu povo é muito arrogante e trapaceiro. Odeio vocês, mas promessa é promessa!! Qual o seu desejo?

    - Que amarrem 2 travesseiros nas minhas costas!
    E assim foi. Lá pela décima quinta chicotada os travesseiros cederam e o argentino tomou 5 das 20 chicotadas. Mas ficou feliz porque passou a perna no americano!
    Foi a vez do brasileiro.
    - Ora, ora, você é brasileiro... povo simpático, bom de futebol, humilde...como eu gosto do seu povo você terá 2 pedidos!!
    - Bem, eu quero levar 100 chicotadas...
    - Espantoso!! Ainda por cima é corajoso!! Seu pedido será realizado!! Qual é o próximo pedido? - Amarra o argentino nas minhas costas !!!



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    A luva e a calcinha


    Um jovem estudante, ao passar em uma loja em São Paulo , resolveu
    comprar um belo par de luvas para enviar a sua jovem namorada, ainda
    virgem, de família tradicional mineira, a quem muito respeitava.
    Na pressa de embrulhar, a moça da loja cometeu um 'pequeno' engano,
    trocando as luvas por uma CALCINHA!
    O jovem, não notando a troca, enviou o presente via SEDEX junto com a
    seguinte carta:

    Olha a merda....
    São Paulo, 30 de maio de 2009.
        
    Querida,
     
    Sabendo que dia 12 próximos é o Dia dos Namorados, resolvi te mandar
    este presentinho. Embora eu saiba que você não costuma usar (pelo
    menos eu nunca te vi usando uma), acho que vai gostar da cor e do
    modelo, pois a moça da loja experimentou e, pelo que vi, ficou ótima.
    Apesar de um pouco larga na frente, ela disse que é melhor assim do
    que muito apertada, pois a mão entra com mais facilidade e os dedos
    podem se movimentar à vontade. Depois de usá-la, é bom virar do avesso
    e colocar um pouco de talco para evitar aquele odor desagradável.
    Espero que goste, pois vai cobrir aquilo que breve irei pedir ao teu
    pai, além de proteger o local em que colocarei aquilo que você tanto
    sonha.



     




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    Lava a jato de cachorros

    Empresário francês cria lava a jato de cachorros

    Um francês inventou uma máquina para lavar cachorros. O Dog-O-Matic ("lava a jato de cães"), criado pelo empresário francês Romain Jarry, 31 anos, dá banho e seca os animais em cerca de 30 minutos.

    Jarry abriu uma loja na cidade de St. Max, próxima a Nancy, no nordeste da França. A novidade vem fazendo sucesso entre os clientes. O empresário espera lançar a máquina na Grã-Bretanha no próximo ano.

    A máquina lava cães de diferentes tamanhos. Os preços variam de 13 euros (cerca de R$ 36) para cães de pequeno porte, 22 euros (R$ 62) para os médios e 31 euros (R$ 87) para os grandes. O Dog-O-Matic também funciona com gatos.

    O ciclo de lavagem e enxágue dura 5 minutos, e a secagem demora 25 minutos. A máquina usa água morna e um xampu especial que não irrita os olhos dos animais. O ciclo pode ser interrompido a qualquer momento pelo dono do animal.

    Jarry diz que sua invenção tem sido boa para pessoas que têm cães e gatos que ficam muito agitados na hora do banho."Esta cabine é ótima para os donos de cães agitados durante o banho", diz Jarry. "Por não haver intervenção humana durante o banho, o cão acaba se acalmando sozinho, muito mais rápido do que se o dono estivesse tentando acalmá-lo."

    Estratégia

     
                                    ESTRATÉGIA

     
    Um senhor vivia sozinho em Minnesota, EUA.
    Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.
    Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
    O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:
    "Querido Filho, estou triste pois não vou poder plantar meu jardim este ano.
    Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava as flores e esta é a época do plantio.
    Mas eu estou velho demais para cavar a terra.
    Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.
    Com amor, Seu pai."

    Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:
    "PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos"
    Como as correspondências eram monitoradas na prisão...
    Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e Policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.

    Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.

    Esta foi a resposta:
    "Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento."

    Estratégia é tudo!!!

    Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis.

    Assim, é importante repensar sobre as pequenas coisas que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas.

    "Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional"


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    Auto-sabotagem

     

    Auto-sabotagem

    O que nos leva à auto-sabotagem? Alguns sinais de alerta podem nos ajudar a mudar antes de repetir o mesmo erro de novo, de novo...

    texto Liane Alves fotos Marcelo Zocchio

    Zinédine Zidane estava a um passo de se tornar o maior jogador da Copa do Mundo de 2006. Ele era a força do time e o grande trunfo da França na temível final contra a Itália. A mídia estava pronta para consagrá-lo como o atacante número 1 do mundo e contratos publicitários milionários o aguardavam. E o que fez Zidane? Para estupor de quase 3 bilhões de espectadores, o jogador arremeteu seus chifres contra o peito do italiano Marco Materazzi depois de uma curta troca de impropérios. Sem mais nem menos. Foi expulso, a França perdeu e ele encerrou sua brilhante carreira. Em vez de fecho de ouro, jogou uma pá de cal.

    Se esse fosse o problema só do Zidane, tudo bem. A questão era só dele e ponto final. Acontece que todos carregamos um Zidane em potencial dentro de nós. Aliás, não só um, mas um verdadeiro time deles, quicando, trocando passes, treinando chutes, sempre prontos a dar uma inesperada rasteira no que conseguimos com tanto esforço. A questão é que a maioria de nós não sabe como lidar com eles. Caímos na auto-sabotagem porque simplesmente não reconhecemos antecipadamente quando ela se apresenta diante dos nossos olhos. Se muda um pouco o cenário, se os personagens já não são os mesmos, é fatal: esquecemos como foi da última vez que nos estatelamos no chão. Só nos damos conta quando já é tarde demais. E marcamos um gol – só que contra.

    Todo mundo tem uma boa história de auto-sabotagem para contar.
    Mas a gente só é capaz de falar delas quando está livre desse ciclo repetitivo de gols contra (sim, o autoboicote, além de incômodo, é repetitivo). Quem de nós, ao viver um relacionamento amoroso, lá no meio da história, já não bateu na testa e exclamou: “Ai, meu Deus, de novo!” E lá estamos nós a roer o queijinho de sempre na ratoeira. “Durante oito anos sofri porque sempre arrumava o mesmo tipo de namorado: rebelde, inteligente, criativo. Sabe aquele tipo de jeans, barba malfeita, meio desleixado e que declama poemas do Thomas Eliot no original?”, diz Ana Cláudia Oliveira, minha amiga do colégio que prefere que eu coloque um nome fictício para ela. Reconheço: Eliot no original é golpe baixo. Esperaria qualquer outra mulher me dizer que se interessava por homens desleixados e sedutores, mas ela? A primeira da classe, que sempre mantinha o material escolar escrupulosamente organizado e limpinho até o último dia do ano escolar? Não batia. “Meu problema não é me sentir atraída por esse gênero de homem. Eles são mesmo incrivelmente atraentes”, ela me explica. “A questão é que depois de um tempinho, eu queria que esse mesmo cara se tornasse fiel, não jogasse mais as roupas pelo chão e me ajudasse a pagar as contas”, diz ela, rindo. Agora sim, ali estava a Ana Cláudia que eu conhecia.

    Bom, e que remédio ela adotou? “Adotei o mesmo princípio da homeopatia: a cura chega por meio do mesmo veneno que causou a doença, só que mais diluído. Comecei a relaxar mais, a deixar louça na pia, atrasar contas, a exercitar meu lado mais selvagem.” E o resultado? “Os bad boys desapareceram. Acho que ele estão sempre atrás de uma mãe, uma mulher responsável, organizada, provedora. E eu não me encaixava mais nesse papel.”

    Para ela fez um bem enorme. Hoje Ana Cláudia já recuperou parte do seu lado certinho, é verdade, mas nem tanto. Está mais solta, menos meticulosa. E já atrai homens mais equilibrados – talvez porque ela mesma esteja mais em equilíbrio. O ciclo da auto-sabotagem rompeu-se. Exatamente quando ela reconheceu que ele existia e que a fazia sofrer. Por isso, é bom começar com a questão: “Quais são as atitudes e circunstâncias repetitivas que sempre me prejudicam?”

    O fracasso no sucesso
    A sabotagem a si mesmo é um sério problema não só em nosso universo pessoal mas também, é claro, na vida profissional. Nela, espera-se que as pessoas tenham sempre sucesso e realizem bem concretamente os objetivos a que se propõem. Como dizem os mineiros, não tem ui-ui-ui nem ai-ai-ai, as coisas têm de dar certo e pronto. O consultor de empresas Eduardo Farah, por exemplo, é sempre convidado para dar palestras sobre as leis que regem o sucesso material e pessoal para profissionais de várias áreas do mercado. Mas, assim como ele se refere ao que pode contribuir com o êxito na profissão, também fala das circunstâncias que podem induzir ao fracasso, como a auto-sabotagem. É Farah quem gosta de dar o exemplo de Zidane como um caso emblemático de boicote a si próprio. “Não vamos saber nunca o que o motivou a se comportar daquela maneira. Mas podemos tentar identificar em nós mesmos o que nos empurra nessa direção”, diz. “Para começar, é fundamental saber que temos um time interno que joga contra. Não temos só de nos preocupar com os rivais externos, mas principalmente com esse time interno solapador que todos carregamos em algumas áreas da vida.”

    E o que fazer com esse pessoalzinho do contra, então? Uma das respostas é: começar a lidar com eles olho no olho. E questioná-los sobre o que querem cada vez que algo dá errado, prestar muita atenção nos fracassos recorrentes em nossa vida. A grande pergunta que devemos fazer aos nossos Zidaninhos é: “Por quê?”

    Eterna repetição
    Somos seres repetitivos. Metade da nossa vida – ou mesmo a vida inteira – tentamos confirmar e concretizar as crenças que adquirimos quando crianças, sobretudo no relacionamento com o pai ou a mãe. “O garoto cuja família sempre passava as férias numa cabana de Rainbow Lake cresce e insiste em levar a família para a mesma casinha em Rainbow Lake – às vezes para o desespero de sua família atual”, escreve o psicólogo americano Stanley Rosner no livro O Ciclo da Auto-sabotagem. Outros cozinham da mesma maneira que sua mãe cozinhava, frequentam o mesmo templo, adotam as mesmas diversões e, às vezes, até moram na mesma casa. “Para esses indivíduos, tanto na vida real quanto na íntima, não há espaço para a mudança, para a inovação, não há espaço sequer para a imaginação”, afirma Rosner.

    Essas pessoas (ou seja, a maioria de nós) são ensinadas desde pequenas que a única maneira de serem amadas e aceitas é serem iguais a seus pais. Por isso, prezam tanto as crenças deles – porque, basicamente, precisam sentir-se consideradas e acolhidas. Ou seja, elas não são aceitas pelo que realmente são, mas pelo que seus pais querem que elas sejam. Esse desejo de repetir o exemplo dos pais para obter seu amor é o que algumas correntes da psicologia chamam de “identificação arcaica”. Já é ruim quando os filhos são pequenos, mas é pior ainda quando eles se tornam adultos e procuram cumprir o que era pedido pelos pais, sem escutar suas próprias preferências, atender suas reais potencialidades ou sequer olhar para o ambiente atual e constatar que essas exigências são descabidas.

    Há uma gama enorme de emoções negativas associadas ao autoboicote. A culpa, por exemplo, vem em primeiro lugar, quase sempre de mãos dadas com o medo. Geralmente, a culpa nasce por se romper uma crença de infância. É preciso se deter sobre isso, ver se realmente tem sentido. O medo também pode também vir sozinho: grandes expectativas, por exemplo, podem gerar pânico. Se ele não for bem administrado, pode se tornar paralisante. Também chega o medo de perder lá na frente o que se conseguiu até esse momento ou de não levar adiante a realização com o mesmo sucesso. Enfim, de que a história, no fim das contas, não dê certo. E, como pode não dar certo no fim, a gente está sempre disposto a dar um empurrãozinho para não dar certo no começo, não é?

    O mais saudável seria que, ao se conhecerem outros estilos de vida e comportamentos durante a vida, escolhêssemos o que mais tem a ver conosco. Sem culpa, sem medo. E, depois de uma análise mais racional e adulta da situação, tentar ignorar aquela voz insistente vinda lá da infância que diz: “Você não vai abandonar tudo o que a gente ensinou para você, vai?”

    Trens e sabotagens
    Porém, em algum momento da vida, as coisas podem começar mesmo a descarrilar. Aliás, a origem da palavra sabotagem tem mesmo a ver com trens e descarrilamentos. Segundo uma das versões da etimologia da palavra, os sabotadores franceses do século 19 retiravam os dormentes (em francês, sabots) que uniam os trilhos da via férrea para as locomotivas se desgovernarem e perderem o rumo. É mais ou menos o que acontece conosco quando nós mesmos retiramos os dormentes dos nossos trilhos sociais, isto é, daquilo que se espera de nós. Quando isso acontece, instaura-se um estado de enorme confusão e conflito internos. Podemos fazer algo para ter segurança e sermos aceitos pela família ou pela sociedade mas, no fundo, podemos querer algo bem diferente para nós. Como não sabemos ainda como vamos resolver a questão, um dos nossos recursos inconscientes é começar a nos sabotar, isto é, retirar, na clandestinidade, os dormentes dos trilhos que nos conduzem ao mesmo caminho. Seja porque queremos afirmar nossas crenças e desejos e inconscientemente boicotamos a vida que queremos rejeitar, seja porque começamos a nos sentir felizes e satisfeitos e nossas crenças não o permitem. É bom prestar atenção nisso: os “eus” sabotadores podem ser tanto nossos grandes amigos, quando apontam para algo que nos faz mal e que precisa mudar, quanto nossos piores inimigos, quando boicotam as ações que nos trazem autoafirmação, satisfação e felicidade.

    Portanto, a auto-sabotagem nem sempre é ruim. Ela também pode ser positiva e nos alertar para algo que simplesmente não vai bem. Por exemplo, quando aceitamos fazer um trabalho por dinheiro sem questionarmos se é exatamente isso que queremos fazer na vida. O conflito que pode emergir a partir dessa opção é particularmente agudo no campo da criatividade. Mônica Figueira ganhava fortunas como redatora de publicidade numa agência de São Paulo. Mas estava infeliz. Sofria a cada manhã que tinha de trabalhar, a cada texto que tinha de escrever. “Meu chefe queria uma intensa produtividade para poder justificar meu salário. E eu andando a passos cada vez mais lentos, procrastinando o trabalho, me arrastando como uma lesma rumo a uma depressão”, afirma ela. “A certa altura, travei totalmente. Não conseguia escrever nem mais uma linha, meu cérebro se recusava a responder. De lento, passou a nulo. Ele não queria mais se vender. Era a sabotagem suprema, com se minha mente fosse uma criatura independente de mim que se recusasse a colaborar mais um segundo sequer com aquela dolorosa situação.” Bom, resumo da ópera: a agencia finalmente a demitiu. Hoje, feliz e solta na vida, ela ensaia os rumos de seu primeiro livro. E o cérebro dela, totalmente refeito da crise, colabora intensamente para isso.

    Enfim, o ciclo da auto-sabotagem se instaura porque nosso inconsciente quer chamar atenção para as razões profundas que motivam nossas ações.

    São sinais de algo que não está bem e que precisa mudar para sermos mais felizes ou, ao contrário, indícios que se está muito bem mas que uma parte de nós não permite que isso aconteça. É preciso estar atento para decodificar corretamente qual das duas vertentes desencadeia o processo. Trens e sabotagens Já em 1916, Freud assina um artigo com um título instigante: “Os que fracassam ao triunfar”. Ou seja, o pessoal que sofre e morre de medo quando a existência traz satisfação e que fica feliz da vida quando ela não dá certo. No texto, o criador da psicanálise vai direto ao ponto: por algumas razões complicadas, e ele disseca todas elas, alguns indivíduos têm problemas em usufruir plenamente a satisfação de um desejo. Conseguir realizálo só traz angústia e ansiedade a eles, porque essa concretização vai contra algumas de suas crenças primordiais, entre elas a de que podem ter o direito de sentir felicidade atendendo aos seus desejos. Essas pessoas pode ter nas mãos todas as condições para aproveitar a vida ao máximo, mas elas talvez prefiram não fazê-lo. É uma espécie de medo de ser feliz.

    Por sua vez, o receio da satisfação traz um conflito. O monólogo interno desse embate poderia ser: “E se eu gostar? E se for feliz? E se der certo? Ai, que medo. Talvez aí eu tenha de mudar. Mas é tão bom fazer tudo da mesma maneira, tá tudo tão certinho, para que arriscar?” Uma parte de mim, é claro, quer realizar esse desejo. É a mais consciente, talvez a mais salutar, a que vê que as coisas não estão tão bem assim e que já há muito tempo precisavam ser mudadas. Outra metade de mim não quer, por culpa, covardia, raiva, desejo de vingança (contra os pais) ou acomodação. Essa parte é geralmente inconsciente e reprimida. Mas está lá. Inicia-se então um jogo de forças entre a parte consciente e inconsciente do ego, entre desejo e pressão social. Como em tudo, quem for mais forte ganha.

    Pergunte sempre
    Podemos descobrir o que está por trás da auto-sabotagem ao fazermos perguntas a nós mesmos, tentando detectar culpas, medos, raivas ou nos lembrando dos registros negativos de infância. Isso também pode ser feito por meio de terapia verbal, analítica, com ajuda de uma pessoa preparada para isso, como um psicólogo ou um psicanalista. Mas outro jeito de entrar em contato com esses conteúdos internos é por meio das terapias corporais. “É preciso estar atento aos alertas do corpo. A limitação do movimento, aquilo que restringe nossa expressão corporal ou a dor nos dão indicações preciosas do que acontece em nossa psique e, por extensão, em nossa vida”, diz a terapeuta Miriam Leiner, que trabalha com a conscientização corporal por meio do movimento. “O corpo não está desconectado de nossas atitudes. Se ele não está em equilíbrio, o que está à sua volta também não está”, diz ela.

    Um exemplo simples:
    uma das clientes de Miriam tinha sua postura comprometida por causa de um grave ferimento no pé, feito ainda quando era adolescente. Esse ferimento trazia dolorosas lembranças para a moça, pois havia ocorrido em um acidente de automóvel em que seu irmão havia morrido. Quando reaprendeu a andar, logo depois do acidente, ela passou a colocar mais peso no lado oposto do corpo. Era uma maneira de não sentir a dor física do ferimento, mas também uma forma eficiente de evitar a dor emocional associada a ele, como a perda do irmão e a culpa imensa por ter sobrevivido. O maior peso de um lado do corpo provocou outras compensações corporais, que resultaram numa postura desequilibrada e torta. “A moça continuou o resto da vida a proteger o pé esquerdo. O ferimento físico foi recuperado, mas não o emocional”, afirma Miriam. Ao tentar encontrar de novo seu equilíbrio durante a terapia, e mexer na base do seu corpo – os seus pés –, a dor voltou, profunda e intensamente. Quando se lembrou novamente do acidente, a moça percebeu que não se sentia merecedora de estar viva. “Ela admitiu que se autosabotava toda vez que estava prestes a sentir-se bem-sucedida e satisfeita. Ela achava que não tinha direito de ser feliz.” Esse sentimento emergiu ao travar contato com a dor e a culpa registrada no seu corpo. “A autoconsciência do que fazia com ela mesma foi vital para o seu reequilíbrio psíquico, energético e corporal. E, ao longo do trabalho com o corpo, sua dor emocional pode, finalmente, cicatrizar.”

    “O que meu corpo me diz?”, portanto, pode ser outra pergunta a indicar um caminho para a resolução do conflito. É mais uma boa pista para saber em que direção mudar.


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    Gêmeos de pais diferentes

    Americana dá à luz gêmeos de pais diferentes

     

    Testes de DNA mostraram que os filhos gêmeos nascidos de uma mulher nos Estados Unidos há quase um ano são de pais diferentes. Segundo informações da rede de TV americana Fox 4, Mia Washington, de Dallas, engravidou do namorado James Harrison, e também de um outro homem, cuja identidade não foi divulgada.

    Intrigada porque os meninos - hoje com 11 meses de idade - estavam crescendo com feições bastante diferentes, a mãe decidiu fazer um exame de DNA para provar a paternidade.

    Para sua surpresa, o resultado confirmou que os meninos tinham 99,999 % de chances de serem filhos de pais diferentes, e 0% de chances de serem filhos do mesmo pai.

    Mia Washington então procurou a rede de TV para contar sua história. A mãe admitiu o caso, e o noivo, James Harrison - pai de um dos meninos -, diz ter perdoado a traição. Ele prometeu criar Justin e Jordan como se fossem seus filhos.

    O pai do outro menino não foi identificado, mas Mia Washington disse à rede Fox que pretende contar a história aos filhos no futuro. Ela, no entanto, não pensa em entrar em contato com o outro pai.

    "De todas as pessoas nos Estados Unidos, e de todas as pessoas no mundo, foi acontecer comigo. Estou chocada", disse Mia Washington à Fox.

    O caso de dois gêmeos de pais diferentes é bastante raro, mas pode ocorrer se a mulher liberar mais de um óvulo durante seu período fértil e tiver relações sexuais com dois homens em um curto período.

    O fenômeno é conhecido como superfecundação heteropaternal. De acordo com o médico Chris Dreiling, da Associação Pediátrica de Dallas, ouvido pelo canal de TV, "este provavelmente será o único caso que vamos ver na cidade de Dallas. É raro assim".

    DÁ - LHE FESSORA !!!

    Assunto: DÁ - LHE PROFESSORA!!!!!!!!!!!!! Essa é boa. Toma!!!!

     

     
     

    Parabéns à professora pela sua presença de espírito.
    Aconteceu na PUC-RS:

    Uma professora universitária estava acabando de dar as últimas
    orientações para os alunos acerca da prova final que ocorreria no dia
    seguinte. Finalizou alertando que não haveria desculpas para a falta de
    nenhum aluno, com exceção de um grave ferimento, doença ou a morte de
    algum parente próximo.
    Um engraçadinho que sentava no fundo da classe, perguntou com aquele
    velho ar de cinismo:
    - Dentre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo
    cansaço por atividade sexual???
    A classe explodiu em gargalhadas, com a professora aguardando
    pacientemente que o silêncio fosse restabelecido.
    Tão logo isso ocorreu, ela olhou para o palhaço e respondeu:
    - Isto não é um motivo justificado. Como a prova será em forma de
    múltipla escolha, é apenas assinalar um X, você pode vir para a classe e
    escrever com a outra mão... ou, se não puder sentar-se, poderá
    respondê-la em pé.

    (Fato Verídico)*

    Verdes ?

    Alimentos orgânicos são sempre a melhor opção

    Não necessariamente. Carne, laticínios, ovos, frutas e vegetais orgânicos são bons porque não contêm antibióticos, hormônios ou pesticidas e fertilizantes sintéticos, além de serem produzidos de um modo sustentável, sem agredir o solo ou o planeta.
    Ainda assim, os alimentos orgânicos nem sempre são a melhor opção. Eles podem ser produzidos mais longe do que os alimentos convencionais, o que faz com que seja necessário gerar muito combustível fóssil para que cheguem até você - o que tem grande impacto no meio ambiente.
    Frutas como abacate, melancia, melão e banana têm cascas grossas que deixam passar pouco pesticida e podem ser retiradas na hora de consumir. Além disso, os alimentos convencionais costumam ser mais baratos - e se produzidos localmente, mais frescos também!
    A dica é comprar sempre alimentos locais. Se eles puderem ser também orgânicos, melhor ainda!
     
    Se todos plantarem muitas árvores, o aquecimento global será revertido
    Todo mundo sabe que, ao 'respirar', as florestas ajudam a diminuir a temperatura e a quantidade de poluentes do ar e que suas folhas absorvem a luz do Sol, ajudando a resfriar o planeta. Por causa disso, a maioria das pessoas acredita que plantar árvores pode ajudar a reverter o aquecimento global. Na verdade, isso depende de onde essas árvores serão plantadas. Florestas nas zonas equatoriais são de grande ajuda porque absorvem (ou seqüestram) CO2, o que ajuda a diminuir a temperatura global; já aquelas localizadas longe desta área têm pouco ou nenhum impacto na mudança climática. Na verdade, quanto mais longe estas florestas estiverem do Equador, mais elas tentarão reter calor, elevando a temperatura do ambiente.
    Ao apoiar um programa de reflorestamento ou de compensação de emissão de carbono, informe-se antes sobre o lugar onde as árvores serão plantadas. Uma saída é apoiar entidades que lutam contra o desmatamento das florestas tropicais e equatoriais.
    E lembre-se: estamos falando de grandes extensões de flosretas. É sempre bom deixar sua comunidade mais verde e bonita ao plantar algumas árvores.
     
    Viver uma vida verde é muito caro
    Ser verde não significa consumir um monte de produtos ecológicos. Não consumir é sempre uma alternativa - a melhor. Na verdade, viver uma vida verde e viver uma vida simples é quase a mesma coisa.
    Há um monte de coisas que você pode fazer que deixarão sua vida mais verde e mais barata:
    - Diminuir o ar-condicionado e colocar uma roupa mais fresco (ou o contrário: diminuir o aquecedor e vestir roupas mais quentes)
    - Ser mais econômico na hora das compras, cozinhando mais em casa e consumindo menos produtos industrializados
    - Consumir menos carne
    - Comprar mais em lojas de segunda mão. Vale tudo: brinquedos, roupas, móveis...
    - Se inscrever na biblioteca pública
    - Tirando equipamentos eletrônicos que não estão em uso da tomada
    - Se tiver que comprar algo novo (tente antes consertar, trocar, comprar de segunda mão...), dê preferência para itens de qualidade, que durarão mais. Dispense os 'descartáveis'.
    - Economizar água.


     
    Riwersun  

     


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    O Valor de Jesus

    Se Jesus fosse "vendido" hoje quanto Judas teria recebido em reais?

     

    É quase impossível estabelecer um valor definitivo – o máximo que se pode fazer é comparar, naquele tempo e nos dias de hoje, o poder de compra da grana que Judas faturou. Primeiro, vamos ao que diz a Bíblia. Na Judéia do século 1, Judas, um dos 12 apóstolos de Jesus, teria ganho 30 moedas de prata para entregar a identidade de seu mestre aos sacerdotes judeus, lideranças religiosas de Jerusalém que queriam matá-lo. Ao que tudo indica, o dinheiro do suborno era um pé-de-meia bem razoável. "No Império Romano, do qual a Judéia fazia parte, as moedas de prata eram comuns no comércio de elite, como na troca de terras, por exemplo. Com as 30 moedas que Judas ganhou, dava para comprar uma pequena fazenda", diz o historiador e especialista em moedas Cláudio Umpierre Carlan, do Museu Histórico Nacional. Com os preços de sítios na atualidade, podemos tentar uma aproximação de valores – lembrando sempre que estamos fazendo um exercício de imaginação e não uma conta exata. Só para dar uma idéia, uma chácara de 1 000 m2 , com benfeitorias, próxima a Manaus, no Amazonas, sai por cerca de 20 mil reais. Em uma área mais valorizada, como a zona rural de São José dos Campos, no interior de São Paulo, uma chácara igual vale perto de 40 mil reais. Antes de bater o martelo, porém, vamos analisar uma outra pista da Bíblia. Em seus escritos, o evangelista Mateus afirma que Judas se arrependeu, devolveu o dinheiro aos sacerdotes e se enforcou depois de ter traído Jesus. Com a grana de volta, os religiosos teriam comprado um cemitério. No nosso paralelo com os dias de hoje, um cemitério não muito grande, com espaço para 2 mil sepulturas, ocupa uma área de 15 mil m2. Mas qual era o valor de uma área dessas no Oriente Médio do século 1? "Como Jerusalém era uma cidade muito povoada, existiam poucos terrenos vazios e eles não deviam ser muito baratos", afirma outro historiador, André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Comparando a Jerusalém do século 1 com uma metrópole em expansão nos dias de hoje, como Ribeirão Preto (SP), chegaríamos a um outro valor hipotético: nessa cidade, um terreno de 15 mil m2 , sem benfeitorias, custa cerca de 50 mil reais. É o máximo que dá para especular sobre o "preço" de Jesus, já que a Bíblia não oferece muitos detalhes sobre o episódio.

    Diário

    DIÁRIO DELA

    No domingo à noite ele estava estranho. Saímos e fomos até um bar para tomar um drink.
    A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo.
    Fomos a um restaurante e ele AINDA agindo de modo estranho.
    Perguntei o que era, e ele disse que nada, que não era eu. Mas não  fiquei muito convencida. No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e de toda sua importância.
    Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros. Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas sem me dar muita bola ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que  estava tudo acabado entre nós.
    Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar. Mais ou menos 10 minutos ele veio se deitar também e, para minha surpresa correspondeu aos meus avanços, e fizemos amor. Mas depois ele ainda parecia muito distraído e adormeceu.
    Comecei a chorar, chorei até adormecer. Já não sei o que fazer..
    Tenho quase certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.

     

    DIÁRIO DELE


    O meu time perdeu. Fiquei chateado a noite toda. Pelo menos dei umazinha. Mas ainda tô chateado.... time de bosta!

    Dia vegetariano

    Cidade belga terá dia da semana 'vegetariano'

    Chris Mason

    Da BBC News em Ghent

    Poster do

    Governo local está promovendo "dia sem carne"

                                                                         A prefeitura da cidade belga de Ghent lançou uma campanha para tentar convencer seus cidadãos a abrirem mão do consumo de carne pelo menos um dia por semana.

    A ideia da iniciativa, lançada nesta semana, é de criar o "dia vegetariano", com os servidores públicos e vereadores dando o exemplo inicial a ser seguido, aos poucos, pelo resto da população local.

    A intenção da prefeitura é chamar a atenção para o impacto da criação de rebanhos sobre o meio ambiente.

    Segundo a ONU, os rebanhos de animais como gado, ovelhas e porcos é responsável por um quinto das emissões globais dos gases que provocam o efeito estufa, daí a decisão do governo local de criar o "dia vegetariano".

    Os servidores e políticos serão os primeiros a abdicar de carne um dia por semana, mas a partir e setembro, os estudantes das escolas públicas também vão aderir ao dia vegetariano.

    Com a medida, a prefeitura espera diminuir as emissões dos gases causadores de efeito estufa na cidade, além de ajudar no combate à obesidade.

    A prefeitura agora vai imprimir cerca de 90 mil "mapas vegetarianos" de Ghent, localizando os restaurantes de comida vegetariana.



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    Vacas loucas

    A lição de sabedoria das vacas loucas

    Por Claude Lévi-Strauss
    Traduzido do francês por Nádia Farage

    Para os ameríndios e para a maior parte dos povos que por longo tempo permaneceram sem escrita, o tempo dos mitos foi aquele em que homens e animais não eram realmente distintos uns dos outros e podiam se comunicar entre si. Tomar como início dos tempos históricos a Torre de Babel, quando os homens perderam o uso de uma língua comum e deixaram de se compreender, pareceria àqueles povos uma visão singularmente estreita. Do seu ponto de vista, o fim da harmonia primitiva se produziu num âmbito muito mais vasto: atingiu não apenas os humanos, mas todos os viventes.

    Pode-se dizer que, ainda hoje, temos certa consciência daquela solidariedade primeira entre todas as formas de vida. Buscamos imprimir o sentimento dessa continuidade no espírito de nossas crianças desde cedo: nós as cercamos de simulacros de animais em borracha ou em pelúcia, e os primeiros livros de figuras que colocamos sob seus olhos lhes mostram o urso, o elefante, o cavalo, o asno, o cão, o gato, a galinha, o rato, o coelho etc muito antes que elas os deparem realmente, como se devêssemos dar-lhes, desde a mais tenra idade, a nostalgia de uma unidade que logo saberão rompida.

    Não surpreende que o ato de matar seres vivos para se alimentar proponha aos humanos, conscientemente ou não, um problema filosófico — problema que todas as sociedades tentam resolver. O Antigo Testamento fez dele uma consequência direta da queda: no jardim do Éden, Adão e Eva se alimentavam apenas de ervas e frutos; foi a partir de Noé que o homem se tornou carnívoro (Gênesis, 1:29 e 9:3). É significativo que a ruptura entre o gênero humano e os outros animais preceda imediatamente a história da Torre de Babel — ou seja, a separação dos homens uns dos outros — como se esta fosse uma consequência ou um caso particular daquela.

    Tal concepção fez da alimentação carnívora uma espécie de enriquecimento do regime vegetariano, ao passo que certos povos sem escrita vêem nela uma forma de canibalismo um pouco atenuada. Eles humanizam a relação entre o caçador (ou o pescador) e sua presa, concebendo-a sob o modelo de uma relação de parentesco: entre aliados por casamento ou, mais diretamente, entre cônjuges (assimilação facilitada por outra relação: aquela, feita em todas as línguas do mundo, entre o ato de comer e o ato de copular). A caça e a pesca se afiguram assim como uma espécie de endocanibalismo. Outros povos — talvez até os mesmos — julgam que a quantidade devida existente no universo deve estar sempre equilibrada. O caçador ou pescador que lhe desconte uma fração deverá, por assim dizer, reembolsá-la, a bem de sua própria esperança de vida. Essa é outra maneira de ver na alimentação carnívora uma forma de canibalismo — no caso, autocanibalismo, porque, nessa concepção, come-se a si mesmo na crença de se comer um outro.

    Há alguns anos, por ocasião da epidemia da vaca louca, que ainda não era o que viria a se tornar, explanei aos leitores do La Repubblica ("Siamo tutti canibali", 10-11/10/1993) que as patologias afins de que vez por outra o homem é vítima — o kuru, distúrbio neurológico causado por ingestão de cérebros dos mortos em rituais na Nova Guiné, e a doença de Creutzfeldt-Jacob, resultante da administração de extratos de cérebro humano para curar distúrbios do crescimento – estão ligadas a práticas decorrentes do canibalismo, de modo que é preciso alargar a noção para poder incluir todas essas doenças.

    E eis que agora nos informam que a doença da mesma família que afeta as vacas em vários países europeus (e que oferece risco mortal ao consumidor) é transmitida pelos farelos de origem bovina com que se alimentam os animais. Ela resultou, portanto, da ação humana de transformar estes em canibais, sob um modelo que de resto não é sem precedente na história. Segundo textos da época, durante as guerras religiosas que ensanguentaram a França no século XVI os parisienses esfaimados se viram constrangidos a se alimentar de pão à base de farinha de ossos humanos, retirados das catacumbas e moídos.

    O vínculo entre alimentação carnívora e um canibalismo ampliado tem conotação talvez universal e, assim, raízes muito profundas no pensamento. Ele vem ao primeiro plano com a epidemia das vacas loucas, uma vez que ao pavor de contrair uma doença letal se soma o horror que tradicionalmente nos inspira o canibalismo, ora extensivo aos bovinos. Condicionados desde a primeira infância, decerto permanecemos carnívoros e buscamos carnes substitutivas. Não é de menos, portanto, que o consumo de carne tenha diminuído de forma espetacular: bem antes desses eventos, quantos de nós passaríamos diante de um açougue e experimentaríamos mal-estar ao vê-lo sob a ótica antecipada dos séculos vindouros? Pois dia virá em que a ideia de que os homens do passado criavam e massacravam seres vivos para se alimentar, e complacentemente expunham sua carne aos pedaços em vitrines, inspirará a mesma repulsa que os repastos canibais dos selvagens da América, da Oceania e da África despertavam nos viajantes dos séculos XVI e XVII.

    A crescente voga de movimentos em defesa dos animais atesta que percebemos, cada vez mais nitidamente, a contradição que se encerra em nossos costumes entre a unidade da criação, tal como ainda se manifestava à entrada da arca de Noé, e a sua negação pelo próprio Criador, à saída.

    Provavelmente, Auguste Comte está entre os filósofos que mais se ocuparam do problema das relações entre o homem e o animal. Ele o fez mediante uma concepção que os comentaristas preferiram desprezar, pondo-a na conta das extravagâncias a que frequentemente se entregava aquele grande gênio. Não obstante, merece que nela nos detenhamos.

    Comte divide os animais em três categorias. Na primeira, inclui aqueles que de algum modo apresentam perigo ao homem e propõe simplesmente a sua aniquilação. Na segunda, ele reúne as espécies protegidas e criadas pelo homem para delas se alimentar: bovinos, suínos, ovinos etc. Após milênios transformando-os tão profundamente, de fato não poderíamos mais considerá-los animais: seriam antes "laboratórios nutritivos" onde se elaboram os compostos orgânicos necessários à nossa subsistência. Se Comte exclui da animalidade essa segunda categoria, integra à humanidade a terceira. Nesta agrupa as espécies sociáveis, em que encontramos nossos companheiros e nossos ativos auxiliares — animais cuja "inferioridade mental tem sido muito exagerada". Alguns, como o cão e o gato, são carnívoros. Outros, dada a sua natureza de herbívoros, não têm um nível intelectual que os faça utilizáveis. Comte preconiza torná-los carnívoros, coisa nada impossível a seus olhos, haja vista que na Noruega costumava-se alimentar o gado com peixe seco quando faltava forragem.

    Assim, certos herbívoros seriam elevados ao mais alto grau da perfeição cabível à natureza animal. Tornados mais ativos e inteligentes por seu novo regime alimentar, seriam mais facilmente levados a se devotar a seus mestres como servidores da humanidade. Poderíamos confiar-lhes a vigilância das fontes de energia e das máquinas, de forma a deixar os homens disponíveis para tarefas mais importantes. Utopia, reconhece Comte, mas não mais do que a transmutação dos metais, que se encontra na origem da química moderna. Ao aplicar a ideia de transmutação aos animais, ele não faz mais do que estender a utopia da ordem material à ordem vital.

    Antigos de século e meio, tais pontos de vista são proféticos sob vários aspectos, e sob outros manifestam um caráter paradoxal. É bem verdade que o homem provoca, direta ou indiretamente, a desaparição de inúmeras espécies, e que, por isso, outras tantas estão gravemente ameaçadas — que se pense nos ursos, lobos, tigres, rinocerontes, elefantes, baleias etc, bem como nas espécies de insetos e de outros invertebrados aniquilados a cada dia em consequência das degradações infligidas pelo homem ao meio ambiente.

    Profética a um ponto que Comte não poderia imaginar é a sua visão daqueles animais que são impiedosamente reduzidos à condição de laboratórios nutritivos — visão da qual nos oferecem a mais horrível ilustração as atuais criações intensivas de vitelos, porcos e galinhas. Igualmente profética é a ideia de que os animais que formam a terceira categoria se tornarão ativos colaboradores do homem, como atestam as missões cada vez mais diversificadas que são confiadas aos cães-guia, o recurso a macacos especialmente treinados na assistência aos deficientes, as esperanças depositadas nos golfinhos.

    A transmutação de herbívoros em carnívoros também é profética – como o evidencia o drama das vacas loucas, embora nesse caso as coisas não tenham se passado do modo previsto por Comte. Primeiro, porque tal transformação talvez não seja tão original quanto se crê: pode-se sustentar que os ruminantes não são verdadeiramente herbívoros na medida em que se alimentam sobretudo de micro organismos que, estes sim, se alimentam de vegetais por meio da fermentação num estômago especialmente adaptado. Segundo, porque a transformação não foi obtida em benefício dos ativos auxiliares do homem, mas em detrimento dos animais qualificados por Comte como laboratórios nutritivos — erro fatal, já que, como ele próprio alertou, "o excesso de animalidade lhes será prejudicial". Prejudicial não apenas a eles, mas também a nós: ao lhes conferirmos um excesso de animalidade (convertendo-os antes em canibais que em carnívoros) não estaríamos involuntariamente transformando nossos "laboratórios nutritivos" em laboratórios mortíferos?

    A doença da vaca louca ainda não atingiu todos os países. A Itália, creio, está indene até o momento e talvez assim permaneça, seja porque a epidemia se autoconterá, como predizem os especialistas britânicos, seja porque se descobrirão vacinas ou curas, seja ainda porque uma rigorosa política sanitária garantirá a saúde dos animais destinados ao abate. Entretanto, outros cenários são concebíveis.

    Contrariamente às idéias correntes, suspeita-se que a doença possa transpor as fronteiras biológicas entre as espécies. Atingindo todos os animais de que nos alimentamos, ela se instalaria permanentemente entre os males nascidos da civilização industrial e que comprometem cada vez mais gravemente a satisfação das necessidades de todos os seres vivos. Já não respiramos um ar que não seja poluído. Igualmente poluída, a água não é mais aquele bem que se podia crer ilimitado: nós a sabemos contada, tanto para a agricultura quanto para o uso doméstico. Após o surgimento da aids, as relações sexuais comportam um risco fatal. Todos esses fenômenos transtornam e transtornarão profundamente as condições de vida da humanidade, anunciando uma nova era em que terá lugar, como simples decorrência, esse outro perigo mortal apresentado pela alimentação carnívora.

    Mas esse não é o único fator que poderá constranger o homem a evitar tal alimentação: num mundo em que a população global provavelmente terá dobrado em menos de um século, o gado e outros animais de criação se tornarão temíveis concorrentes do homem. Calcula-se que nos Estados Unidos dois terços da produção de cereais se destinam a alimentá-los. E não nos esqueçamos de que esses animais, em forma de carne, nos fornecem um número de calorias bem inferior àquele que consumiram no curso de suas vidas (no caso da galinha, segundo me disseram, um quinto).

    Uma população humana em expansão rapidamente necessitará de toda a quantidade atual da produção de grãos para sobreviver, de modo que nada restará para o gado e os animais de criação. Em consequência, todos os humanos deverão calcar seu regime alimentar naquele dos indianos e dos chineses, em que a carne animal cobre uma parte muito pequena da necessidade de proteínas e calorias. Será preciso talvez renunciar completamente a ela, porque à medida que a população aumenta há diminuição da superfície das terras cultiváveis (sob o efeito da erosão e da urbanização), das reservas de hidrocarbonetos e dos recursos hídricos.

    Em contrapartida, os especialistas estimam que se a humanidade se tornasse integralmente vegetariana as superfícies hoje cultivadas poderiam alimentar uma população em dobro. É notório que nas sociedades ocidentais o consumo de carne vem diminuindo espontaneamente, como se o seu regime alimentar já começasse a mudar. Ao desviar os consumidores da carne, a epidemia da vaca louca não faz mais do que acelerar uma evolução já em curso. Ela apenas acrescenta um componente místico, gerado pelo sentimento difuso que nossa espécie expia por haver contrafeito a ordem natural.

    Ainda que a encefalopatia esponjiforme (nome científico da doença da vaca louca e congêneres) se instale de forma duradoura, supomos que o apetite de carne não desaparecerá na mesma proporção. Mas sua satisfação se tornará uma ocasião rara, cara e cheia de riscos (o Japão experimenta algo parecido com o fugu, peixe tetraodontídeo de sabor delicado que se imperfeitamente limpo pode ser um veneno letal).

    A carne figurará no cardápio em circunstâncias excepcionais, e será consumida com a mesma mistura de reverência piedosa e ansiedade que, segundo os antigos viajantes, impregnava o repasto canibal de alguns povos. Em ambos os casos, trata-se ao mesmo tempo da comunhão com os ancestrais e da arriscada e perigosa incorporação da substância de seres vivos que foram ou se tornam inimigos.

    Os agrônomos serão encarregados de aumentar o teor de proteína das plantas alimentares, e os químicos de produzir proteínas sintéticas em quantidade industrial. Não mais lucrativa, a criação terá desaparecido completamente. Comprada em lojas de luxo, a carne provirá somente da caça. Nossos antigos rebanhos, abandonados, serão caça como outra qualquer em um campo entregue à selvageria.

    Não se pode afirmar que a expansão de uma civilização que se pretende mundial uniformizará o planeta. Amontoando-se como hoje em megalópoles tão grandes quanto regiões inteiras, uma população terá evacuado outros espaços. Definitivamente abandonados por seus habitantes, tais espaços retornarão às suas condições arcaicas: aqui e ali surgirão as mais estranhas formas de vida. Em vez de caminhar em direção à uniformidade, a evolução da humanidade acentuará os contrastes, criando o novo e restabelecendo o reino da diversidade. Romper hábitos milenares — essa é talvez a lição de sabedoria que um dia haveremos de aprender com as vacas loucas.

    Nádia Farage é antropóloga e diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.

    Notas

    Este artigo foi publicado originalmente em Études Rurales, nº 157-58, 2001, pp. 9- 14. A tradução para o português foi originalmente publicada na revista Novos Estudos, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, edição 70, de novembro de 2004.

     
                                                     


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    Dia das Mães

    O Dia das Mães é celebrado em muitos países, incluindo o Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia, Itália, Turquia, Austrália, México, Canadá, China, Japão, Bélgica e Brasil. A data é usada pelas crianças e pelos maridos para homenagear as mães e avós por tudo o que elas fazem pela educação dos filhos e netos.

    A história do Dia das Mães tem sua origem na mitologia grega. Os gregos festejavam a entrada da primavera reverenciando Rhea, mulher de Cronus e mãe de Zeus, também considerada mãe de todos os deuses. Já os romanos festejavam a chegada da primavera reverenciando Cybele, considerada para eles a mãe dos deuses. Chamada de Hilária, essa celebração durava três dias e incluía paradas, jogos e baile de máscaras.Uma versão mais “moderna” do Dia das Mães aconteceu por volta dos anos de 1600, na Inglaterra. O domingo das mães era celebrado no quarto domingo da quaresma. Pequenas lembrancinhas eram dadas e sobremesas especiais eram servidas.

    Nos Estados Unidos, o primeiro Dia das Mães surgiu em 1872, sugerido por Julia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Mas foi Ana Jarvis, mulher que perdeu sua mãe muito cedo, quem iniciou uma grande campanha para instituir de verdade o Dia das Mães, em 1907. Anna Jarvis organizou uma cerimônia, em 1907, em Grafton, West Virginia, para homenagear sua mãe, que havia falecido dois anos antes disso. A mãe de Anna havia tentado criar o Mother´s Friendship Days, como um modo de lidar com as conseqüências da Guerra Civil (muitas mães perderam seus filhos em combate naquela época). Para criar um feriado nacional que homenageasse todas as mães, Ana e seus apoiadores escreveram para ministros, políticos e homens influentes no país. Seus esforços foram recompensados e assim o Dia das Mães foi oficializado.

    Em 1910, West Virginia se tornou o primeiro Estado norte-americano a reconhecer o feriado. Toda a nação seguiu esta decisão e, em 1914, o Presidente Wilson declarou que o segundo domingo do mês de maio seria considerado o Dia das Mães. Anna usou o cravo como símbolo das mães, uma vez que o cravo representa a doçura, pureza e tolerância presentes no amor de mãe. Infelizmente a intenção de Anna acabou sendo superada pelo comércio que soube e sabe até hoje explorar muito bem todos esses feriados comemorativos. Anna lutou muito contra essa “comercialização” e chegou até mesmo a ser presa após ter “perturbado a ordem” em uma convenção de mães, em 1923. Anna nunca se casou e também não teve filhos. Ela faleceu em 1948.

    No Brasil, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918. A data passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas. Em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães e o hábito de presentear as mães ganhou impulso no país.

    Dia das Mães pelo mundo

    - 1º domingo de maio: África do Sul, Portugal
    - 2º domingo de maio: Austrália, Bélgica, Brasil, China, Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Alemanha, Estônia, Grécia, Canadá, Países Baixos, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suécia, Formosa e Venezuela
    - Último domingo de maio:França

    Outros países, por sua vez, têm datas fixas para comemorar o Dia da Mães:
    - 8 de março: Albania, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Romênia
    - 21 de março: Egito, Siria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos
    - 26 de maio: Polônia
    - 27 de maio: Bolívia, República Dominicana
    - 12 de agosto: Tailândia
    - 8 de dezembro: Panamá

    Mãe

    Versão japonesa do Joãozinho!!


     
    No primeiro dia de aulas numa escola secundaria dos EUA a professora
    apresentou aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, do Japão.

    A aula começa e a professora:
    Vamos ver quem conhece a história americana.

    Quem disse:
    'Dê-me a liberdade ou a morte'?
    Silêncio total na sala.
    Apenas Suzuki levanta a mão e diz:
    - Patrick Henry em 1775 na Filadélfia.
    Muito bem, Suzuki.
     
    E quem disse: 'O estado é o povo, e o povo não pode
    afundar-se.'?
    - Abraham Lincoln em 1863 em Washington.
    A professora olha os alunos e diz:
    - Vocês não têm vergonha?
    Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana que
    vocês!

    Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo:
    - Vai tomar no cú, japonês de merda!
    - Quem foi? grita a professora.
    Suzuki levanta a mão e sem esperar responde:
    - General McArthur em 1942 em Guadalcanal, e Lee Iacocca em 1982 na
    Assembléia Geral da Chrysler.A turma fica super silenciosa, apenas
    ouve-se do fundo da sala:

    - Acho que vou vomitar.
    A professora grita: - Quem foi?
    E Suzuki:
    - George Bush (pai) ao Primeiro-Ministro Tanaka durante um
    almoço, em Tókio, em 1991.

    Um dos alunos grita:
    - Chupa o meu pau!
    E a professora irritada!Acabou-se!
    Quem foi agora?
    E Suzuki, sem hesitações:
    - Bill Clinton à Mônica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em
    Washington, em 1997.

    E outro aluno se levanta e grita:- Suzuki é uma merda!
    E Suzuki responde:
    - Valentino Rossi no Grande Prêmio de Moto no Rio de Janeiro em 2002.

    A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta se abre e entra o
    diretor, que diz:
    - Que merda é essa, nunca vi uma confusão destas!
    Suzuki:
    - Lula para o ministro da Aeronáutica, a respeito do caos aéreo em
    Dez/2006, Brasília.

    E outro aluno, num sussurro que ecoou:- Ihhh... agora fodeu de vez!
    Suzuki:
    - Lula de novo, após a queda do avião da TAM
    O diretor fica estarrecido com a impetulancia do japonês e da euforia da
    turma...O diretor fica inconformado e desolado e diz a turma quase saindo de
    fininho da sala:
    - Vocês ganharam, cambada de viadinhos....
    Suzuki:
    - Vanderley Luxemburgo para o torcida do São Paulo no final do
    campeonato brasileiro.
                                    


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    DESABAFO DE UM BOM MARIDO



     

     
     

     

    Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.

    Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica.

    Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'.

    Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.  

    Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'.  

    Já faz 18 meses que não falo com minha esposa.

    É que não gosto de interrompê-la.

    Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha.

    Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'.  

    No começo Deus criou o mundo e descansou.

    Então, Ele criou o homem e descansou.

    Depois, criou a mulher, desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.

    Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo.

    Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.

    Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura.

    Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.

    Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dente e lhe entreguei.

    - 'Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.'

    Depois disso não me lembro de mais nada...

    Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida'.  

    'O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido... 

     

    Luís Fernando Veríssimo 


     






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    Gripe suína rende piadas

    Gripe suína rende piadas, camisetas e jogos no México

     

    Mexicanos decoram máscaras; doença inspira camisetas, bótons e bichos de pelúcia.
    O surto de gripe suína causou grande preocupação no México, mas também inspirou o lado brincalhão dos mexicanos e fomentou uma onda de produtos que tratam do problema com muito humor e irreverência.
    Nas ruas da cidade,algumas pessoas decoram suas máscaras com desenhos de sorrisos e háquem use roupas íntimas no lugar delas.
    Também começaram a ser vendidas camisetas e bótons com mensagensreferentes à gripe. Em uma delas, por exemplo, um porquinho aparece aolado da frase "não fui eu". Outras usam textos comuns em camisetas desouvenir, como "alguém foi ao México e tudo que eu ganhei foi a gripesuína" ou "fui ao México e sobrevivi".
    Na internet, além dos sempre presentes e-mails com teoriasconspiratórias e correntes de fé, também já circulam piadas e charges.Entre elas está a imagem da nota de vinte pesos em que a figura doherói revolucionário Benito Juárez aparece com máscara de proteção.
    Na redesocial Twitter, um jogo chamado twinfluenza permite que o usuário envieum espirro, um beijo ou um tapa aos amigos de sua lista. E, prevendoqualquer crítica, seus autores já advertem: "Por favor, não levem issotão a sério."

    Os usuários do Twitter também resolveram encarar a crise com humor,refletido em suas mensagens: "Agora o México é mundialmente influente"(trocadilho com o vírus influenza), "já estamos no nível avançado, maisum e terminamos o jogo" ( numa referência ao alerta da OrganizaçãoMundial da Saúde), "quer viver perigosamente? Beije um mexicano", entreoutras.

    No YouTube, diversos vídeos tratam do tema, comreproduções de telejornais e teorias que tentam explicar a epidemia.Poucas horas após o governo mexicano vir a público para informar sobrea doença, já estava no YouTube uma música sobre o assunto. Em umasemana, uma das versões do videoclipe registrava quase 60 milvisualizações.

    Bichinho de pelúcia

    Enquanto isso, nos estados Unidos a empresa Giantmicrobes anunciou que já está criando um bichinho de pelúcia que representará o vírus da gripe suína.

    "Estamos finalizando o design, mas vamos esperar o melhor momento para lançá-lo", disse Charles Foster, diretor de operações da empresa, à BBC Brasil. "Não queremos que seja algo de mau gosto ou inapropriado, dada a dificuldade do cenário mundial de saúde, especialmente no México."

    Fundada em 2002, Giantmicrobes produz animais de pelúcia com aparência de micróbios, um milhão de vezes maiores que o original e que fazem referência a diversas doenças. Entre os artigos mais vendidos da empresa, estão gripe, ebola, vaca louca, resfriado e peste negra. Cada bichinho vem acompanhado de imagem ampliada e informações reais sobre o micróbio.

    Os produtos são direcionados a crianças, educadores e profissionais de saúde. "Quero fazer para os micróbios o que Walt Disney fez para os roedores", disse Drew Oliver, fundador da empresa.

    Foster disse que já há pessoas tentando revender uma versão pirata do bichinho do vírus do resfriado como o novo mascote da gripe suína. "Este produto que estão tentando comercializar no México é uma infração dos nossos direitos de propriedade intelectual e, além disso, não se trata de uma novidade, mas algo que foi lançado há cerca de sete anos.


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    FW: Ioga aos 83 anos

    Aos 83 anos, professora de ioga dá exemplo de equilíbrio
    Bette Calman pratica e ensina ioga há 40 anos
    Bette Calman pratica e ensina ioga há 40 anos
    A instrutora de ioga australiana Bette Calman, 83 anos, diz ser mais flexível hoje do que há 50 anos, graças à técnica. A octogenária consegue fazer todas as posturas consideradas difíceis, como sustentar o corpo na posição horizontal com as mãos e na vertical com a cabeça.

    A instrutora, que foi uma das primeiras a introduzir a antiga prática indiana na Austrália nos anos 50, tem estudado e ensinado ioga há 40 anos no país e disse à BBC Brasil que os movimentos ficam cada vez mais fáceis.

    "Nunca se está velho demais para a ioga", disse ela, "o corpo pode se alongar cada vez mais".

    Calman, natural de Sydney mas que vive há oito anos em Willianstown, no Estado de Victoria, sul do país, confessou nunca ter precisado de remédio ou antibiótico e atribui o mérito à prática.

    Mesmo com todos os anos de dedicação, a instrutora lamenta que o marido nunca tenha praticado como ela. No entanto, a filha Susan seguiu os passos da mãe e abriu uma escola de ioga há quase uma década.

    "Eu continuo a dar aulas lá, ao menos 11 vezes por semana", disse ela, que se orgulha do netinho de três anos também ter começado a prática.

    "Cada vez que faço ioga é como se eu estivesse num conto de fadas. Esse é um exercício devagar, que ajuda fisicamente, emocionalmente, espiritualmente. É bom para ser praticado nos dias de hoje, onde todo mundo está sempre correndo e estressado. Mas não é todo mundo que consegue relaxar", disse ela.

    A autora de três livros sobre Ioga, incluindo um chamado Ioga para artrite, impressiona o genro, Richard MacRae: "Quem diria que ela ficaria tão famosa devido a ioga", disse ele.


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